segunda-feira, 4 de outubro de 2010

1. Carol

Perto da hora dos sinos alarmarem o intervalo de nossa sala, puxo uma pequena prosa com uma das minhas melhores colegas de classe. Carol, garota que estampa simpatia na face dócil e cheia de graça. Sentada na segunda carteira da segunda fileira, bem de frente para o quadro negro, repleto de árduas matérias a serem copiadas.
Entre poucas sussurradas no ouvido para driblar a atenção do professor de matemática, trocávamos novas vivências caseiras.

- Carol! O que você faz quando chega em casa?
- ah! Chego as 11 horas e 45 minutos em casa, almoço, assisto TV, e descanso o resto da tarde.
- mas... Quando você faz tarefa?
- não faço! - ela emitiu um sorriso misterioso aos meus olhos e repôs o que havia dito. - as vezes faço ao longo da noite e, depois disso, pergunto a minha mãe sobre o que vai ter para a janta de hoje.

Risos cercam as adjacências da sala, a prosa divertida tem fim, porem, estamos ai, lutando pra passar de ano.

Casa

Molho de chaves balançando na fechadura, há algo interessante junto ao conjunto.
Janela aberta, cortina dançando com vento soprando, e o sol iluminando-a.
Cadeira fora do lugar com o tapete saliente... Não é simples descuido, pois sim, há gente em casa, andando, vivendo, respirando... Vida.