domingo, 28 de novembro de 2010

O ultimo chamado da vida estudantil. O ladrão.

Noite muito agitada que guardava muitas esperanças nos olhos de vários estudantes ali no local. Encontro entre alunos para a formatura de final de ano, como de costume. De onde estive posicionada pude ver a arquibancada lotada de almas esperançosas com o futuro conversando paralelamente. Todos providos de azul marinho, chapéu simples para a ocasião com detalhes marcantes em tom de vermelho perto ao pescoço.
No pátio, uma estrutura básica para a iniciação da solenidade, as luzes se apagaram, os gritos se elevaram, onde só se podia ver através dos flashes das câmeras. Preferi não participar do ato, mas marquei presença com a amizade, dei mais alguns passos e quando pude enfim localizar a classe onde passei dois anos repletos de emoções.

Meu coração batia mais forte com o passar do tempo cuja emoção não cabia e se expandia com lagrimas. Uma noite espetacular os aguardava. Aproximei até o inicio da arquibancada, onde pude sentir o fervo subir na pele. Quando dei por mim, tudo já havia iniciado repentinamente. Todas as cabeças apontadas para o palco armado no centro do pátio, de onde a diretora pronunciava as palavras e, após seguiriam as chamadas dos formandos receberem os agradecimentos.
De repente, a tocar meu braço, senti uma mão estranha me forçando para perto. Na imagem distorcida na escuridão, um homem formalmente vertido, cara pálida, careca, me fitava intensamente.
Tentei me livrar, mas ele me prendia como um condenado. Não entedia ao certo seu proposito. Foquei meu olhar em suas mãos, tentando me soltar. Dominando minha mente, só bastava o som alto proveniente do pátio. De repente me arrastou até um corredor vazio. Seu rosto fora bonito, mas nada explicava a brutalidade interna.

Enfim, me soltastes, em seguida pôs as duas mãos em meu rosto e se aproximou o mais perto dos meus lábios. Sua respiração rápida, mãos quentes e fortes. Não pude reagir.
Quando menos se espera, um beijo entre nos é desencadeado profundamente. Fechei os olhos e logo depois quando abri, só pude olhar suas mãos desaparecendo pelos corredores da escola. Permaneci parado, tentando entender o que o levou a fazer isso. Mas a vida me aguardava lá fora, aproveitei a bela noite de formatura sem esquecer em o beijo misterioso.

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